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massarebarbativa



Quinta-feira, 13.07.17

País irmão!

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por Pagliacci às 19:44

Quarta-feira, 12.07.17

Era uma vez … um menino chamado Kurdi

Era hora da Maria ouvir mais uma história contada pelo pai. O pai da Maria pegou num livro de capa colorida e começou a ler:

- Era uma vez …

- Oh pai outra história começada por “era uma vez”!

- Não gostas destas histórias?

- Gosto, mas quero ser eu a contar uma história, pai.

- Que história, Maria?

- Uma história para não esqueceres nunca, pai.

- Podemos tentar! Queres começar Maria?

- Sim!

- Havia um menino que vivia num sítio muito pobre onde os homens faziam a guerra todos os dias. A guerra já existia antes do menino ter nascido. Por causa dela o menino era muito pequeno e ainda não sabia ler nem escrever. O pai dele, também, lhe contava histórias sobre como era o sítio onde eles viviam antes de haver guerra. Era um sítio com casa pintadas de cores vivas, passeios com pessoas, estradas com carros e jardins floridos e com relva onde os meninos podiam brincar. Hoje, as casas não tinham paredes nem janelas e os meninos viviam nas suas caves, escondidos dos homens que fazem a guerra. As pessoas e os carros já não andavam pelas ruas porque estas estavam cheias de buracos e lixo. As flores dos jardins já não existiam, estavam todas mortas e no lugar da relva havia só terra.

Nesse sítio os adultos e as crianças eram muito magrinhos porque não havia comida para comer todos os dias.

O menino estava sempre à espera que a guerra dos homens acabasse para poder crescer, ser grande, aprender a ler e a escrever e brincar com os amigos num sítio colorido e alegre.

Um dia, o menino, o pai e a mãe conseguiram fugir para longe da guerra e dos homens que faziam a guerra. Fizeram uma viagem muito grande para procurar, novamente, casas coloridas, pessoas nos passeios, carros nas estradas e jardins com relva e flores de todas as cores, mas o menino só encontrou um mar sem fim que o levou para sempre para longe do pai e da mãe. Já contei a história, pai. Porque estás triste?

- Porque é uma história muito triste.

- O menino da tua história tem nome, Maria?

- Sim pai, o nome do menino era Kurdi.

- Porque inventaste esta história tão triste, Maria?

- Não inventei, vejo e oiço na televisão, todos os dias, quando jantamos e tenho de estar calada para veres e ouvires as notícias, pai. Pai, não me digas que não te lembras o que aconteceu ao menino chamado Kurdi? Esqueceste?

 

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por Pagliacci às 22:03

Quarta-feira, 12.07.17

O Mundo dos Livros

A Maria é uma menina muito curiosa e que faz muitas perguntas. Perguntas com imaginação!

Um dia perguntou ao pai para onde iam as histórias dos livros quando estes se encontravam fechados.

O pai fez uma cara de espanto. Aliás, não era a primeira vez que a Maria surpreendia o pai com perguntas estranhas. Numa outra ocasião, ao ver uns peixes dentro de água, tinha perguntado ao pai se os peixes festejavam o seu aniversário, como as pessoas. Se havia uma festa, com prendas, doces, bolo de aniversário e velas.

O pai da Maria, apesar de já ter lido alguns livros, nunca tinha pensado no que aconteceria aos personagens dos livros que lia quando os fechava. Seria que as aventuras continuavam até ao fim e depois voltavam a começar?! Ou seria que as personagens adormeciam e só voltavam a acordar quando o pai abriria novamente o livro? Pergunta difícil pensou o pai da Maria!

Como a Maria tinha começado a ler pequenas histórias há pouco tempo, o pai perguntou-lhe o que ela pensava que acontecia às personagens das suas histórias.

A Maria respondeu que achava que as personagens saiam dos livros para viver numa terra onde viveriam todas as personagens de todos os livros que existem ou que já existiram. Nessa terra as personagens poderiam contar umas às outras as suas histórias.

O pai achou a ideia da Maria muito engraçada. Pensou que seria maravilhoso viver num mundo em que a gaivota e o gato que a ensinou a voar poderiam contar a sua história ao Dom Quixote de la Mancha e Sancho Pança e vice-versa. Tantas histórias e personagens juntos no mesmo sítio!

De seguida a Maria disse ao pai que nessa terra todas as personagens estariam sempre muito contentes porque poderiam passar a vida a ouvir e a contar histórias. O pai disse-lhe que seria como ter um mundo dentro de outro.

A Maria queria fazer parte desse mundo. Estava ansiosa por ler muitas histórias para poder conhecer todas as personagens de todos os livros. Queria aprender a juntar cada vez mais letras para ler mais palavras e viajar para o mundo que existe dentro de outro.

O pai disse à Maria que esse mundo era o mundo dos livros.

Neste mundo a Maria nunca estaria sozinha. Teria sempre a companhia de outros meninos e meninas que fazem parte das histórias.

A hora de ir para a cama tinha chegado. Com o sono chegam os sonhos. Finalmente os peixes teriam a sua festa de aniversário… com prendas, doces, bolo de aniversário e velas para soprar debaixo de água!

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por Pagliacci às 21:56


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