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massarebarbativa



Terça-feira, 27.11.12

Coimbra tem mais (en)canto na hora de …

No início do mês de novembro queixava-se o pároco da Sé Velha de Coimbra do mijo abundante que entra pelas portas deste monumento de estilo românico, e emblemático da cidade e do país. E com razão! Aliás, este não é o único monumento que é utilizado como mictório pelos milhares de jovens que frequentam a noite na alta da cidade de Coimbra. Também o Museu Nacional de Machado de Castro é submetido a esta imundície. As suas paredes e recantos são, noite após noite, alvo da micturição de hordes etilizadas que profanam o património histórico, cultural e arquitectónico da nossa cidade. Tudo isto com a condescendência das diferentes entidades responsáveis pela gestão dos espaços públicos. Mais uma vez, estas são incapazes de cuidar da sua/nossa cidade e, em particular, de um dos seus patrimónios mais valiosos. Sem inteligência nem visão estratégica sacrificam séculos de história pela destruição gratuita do património às mãos de bandos de energúmenos, supostamente encantados na hora da despedida. Tudo isto por uns míseros trocados no fundo das caixa registadoras ao fim da noite e em nome de um irrisório desenvolvimento económico desta zona da cidade. Por fim, saliente-se que estes monumentos encontram-se na zona Alta, candidata a Património Mundial da Humanidade da UNESCO. Será que as entidades responsáveis pela candidatura pretendem candidatar o mijo e cheiro desagradável a património mundial da humanidade da UNESCO? Meus senhores, toca a despachar a candidatura antes que o ácido úrico provoque mais erosão dos monumentos e o cheiro a amoníaco afaste de vez os turistas.

Felizmente nestas coisas do asseio público, S. Pedro tem sido mais eficaz e eficiente do que o barboso João Paulo. Abençoado Santo que não aprecia ver as obras do Senhor e outras assim desconsideradas.

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por Pagliacci às 23:23

Sábado, 17.11.12

Nuno Crato esqueceu Rómulo de Carvalho

Nuno Crato teve o privilégio de ser aluno do professor Rómulo de Carvalho, no Liceu Normal Pedro Nunes. Foi, também, o responsável pela organização do livro intitulado Rómulo de Carvalho Ser Professor, editado pela primeira vez, pela Gradiva, em 2006. O livro é constituído por uma coletânea de textos pedagógicos e didáticos, do professor Rómulo de Carvalho, dedicados essencialmente ao ensino da Física, entre 1947 e 1973. Para este artigo, escolhi pela sua atualidade, o primeiro texto – Acerca dos trabalhos práticos de Física nos Liceus - editado na Gazeta de Física, I-2 (janeiro de 1947), pp. 39-41. Da leitura do texto salienta-se a finalidade e a utilidade que o autor atribui ao ensino prático de qualquer ciência. Para Rómulo de Carvalho, o trabalho prático permitiria ao aluno na sua vida real e no dia a dia «aplicar a ponderação do seu espírito, o cuidado da sua observação, o sentimento de equilíbrio que resulta do trabalho minucioso que a prática do laboratório lhe ajudará a desenvolver», a menos que este negue «à educação manual e visual, todo o valor formativo».

Assim sendo, para a implementação dos trabalhos práticos seria necessário «não só legislar, …, dispor as escolas com todo o material necessário para a execução do que se pretendia» mas também «dividir os alunos em turnos tão pequenos quanto fosse preciso, para que cada deles, por si só pudesse executar o seu trabalho com toda a eficiência».

No entanto, hoje como há cerca de sessenta e cinco anos, fruto das recentes medidas economicistas do MEC, muitos dos professores de Física, bem como das restantes ciências experimentais, são confrontados no próximo ano letivo com turnos de cerca de vinte alunos  «distribuídos em grupos de 3, 4 ou 5 em redor das mesas, uns a fazer alguma coisa, outros a verem fazer, outros ainda a procurarem tirar de tudo motivos para brincadeiras e, por entre eles, um professor assoberbado, a atender todos ao mesmo tempo, a reparar neste balão que se pode partir, naquele amperímetro que se pode estragar, naquela balança que está a ser tratada sem cuidado e em mil e uma coisas que estafam e dão rendimento insignificante». Perguntava o autor o «que seria necessário fazer?». Pois, em 1947, o professor de Nuno Crato respondeu, mas este ou não leu o livro, ou não fez trabalho prático, ou, pior ainda, esqueceu Rómulo de Carvalho.

 

 

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por Pagliacci às 12:07

Sexta-feira, 16.11.12

O início

Blog de reflexão e análise política, económica, social e cultural do país, na perspetiva de um cidadão com uma tendência de esquerda. No entanto, particular atenção será dada à educação e à cidade de Coimbra, sobretudo aos seus desencantos.

Blog sem qualquer pretensão no espaço da Blogosfera. Com um bocado de sorte nunca será referido em nenhum programa de rádio dedicado à análise deste espaço virtual.

Os parágrafos refletivos poderão surgir como pipocas ou o cursor poderá levar uma eternidade a piscar no monitor. No que concerne à periodicidade, também muitas podem ser as intermitências. Este é o início.

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por Pagliacci às 12:02


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